24 de jul de 2011

O que andei aprontando

Quando iniciei o blog há um ano, eu pensei  seriamente em lhe dar o título de " eu odeio ex-esposas". E escreveria basicamente sobre como ex-mulher é um pé na saco e as variadas maneiras de mandá-las pastar.
Claro que nem toda ex-mulher é chata, mas quando ela não refaz a vida e lá no fundinho nutre esperanças de um revival, pode contar que voce terá problemas, sérios problemas.
Bem, desisti do título e também de só falar em ex-mulher, afinal, minha vida não gira e não pode girar em torno dela e o tempo me deu sabedoria para lidar com a questão.
Mas o mês de junho é aniversário da minha enteada mais nova e uma velha questão voltou: comparecer ou não a festa da menina? Por quatro anos, meu marido sempre foi sozinho e a situação sempre foi meio estranha, o clima ficava denso e é difícil descrever o que eu sentia. Só sei que não me sentia bem, por mais que me esforçasse ao contrário.
A ex sempre fez questão de ser muito presente, ter uma filha com ele a enche de prerrogativas, tipo ele continuar sendo seu motorista particular, montador de movéis, office boy, um amigão de todas as horas. Afinal, a atual não precisa se preocupar, é perfeitamente natural ex companheiros se tornarem ótimos amigos. Uma ova que é!!!
Pois bem, nunca briguei com a ex, sempre nos "respeitamos" e nos tratamos cordialmente e esse ano decidi: iria a festa de aniversário. A decisão me tomou de assalto e eu fui. Nem sei explicar racionalmente por que, só achei que deveria. 
Meu marido adorou a decisão e tudo correu bem. Não me senti deslocada e o recado foi passado. Se ela não gostou paciência. Eu também não gosto dela reivindicando meu marido, como se fosse incapaz de realizar qualquer  ação sozinha.
Ele sempre será pai da filha dela e precisa arcar com seus deveres. De pai, não de marido.