25 de dez de 2010

Sobrevivendo ao Natal

Depois de muito corre-corre, consegui sobreviver ao natal. Primeiro foi a chuva que alagou a Casa de lanches, depois foi a busca desesperada por alguém que fizesse a obra de contenção, as encomendas e um marido ausente. Conclusão: a pessoa aqui estava super-mega-ultra estressada.
Mas como no final tudo acaba bem, consegui dar conta de todas as obrigações, menos fazer as unhas, arrumar a casa, preparar uma ceia gostosa...Pequenos detalhes que ninguém reparou!!!
A obra ficou pronta, as encomendas foram entregues e meu marido ainda conseguiu me carregar para as lojas, em busca de um vestido que eu não fazia a mínima questão de comprar. Se era presente, era para ELE comprar sozinho. Mas comprar uma roupa para a esposa é tarefa de alta complexidade para alguns homens rsrsrs.







Ficou faltando as fotos do Pavê de limão e dos salgadinhos, muuuuitos salgadinhos. Que tomam um tempo danado pra fazer!
Agora o presente do maridão, com direito a cartão de natal - acho que ele leu o post da Flavinha Shiroma e decidiu fazer o que as mulheres gostam...
Segundo as palavras do cartão:
Neste Natal tenho um pedido especial:
quero harmonia, paz, alegria e também muita felicidade.
Claro que tudo isso ao seu lado.
Este  cartão diz tudo que eu quero falar.
Te amo.

Ele trabalhou na noite do 24, mas depois da meia-noite consegui ir lá  e resgatá-lo por algumas horas. Mas isso é segredo e ninguém pode saber.

23 de dez de 2010

A enchente

Natal quase batendo as nossas portas e ontem me vi numa situação de calamidade provocada pela chuva: a temível enchente. Quando era pequena, morava em uma casa que alagava, mas como criança não tem as mesmas preocupações que os adultos, meu irmão e eu nos divertíamos ilhados em cima da cama. 
Atualmente, vi vários vizinhos sofrerem com suas casas alagadas, mas jamais pensei que pudesse acontecer comigo, até por que moro num sobrado.
Recentemente minha rua passou por obras de pavimentação e quando achavámos que os problemas de alagamento estariam solucionados, eis que ontem tive a desagradável surpresa. A Casa de lanches que fica no andar inferior, ficou alagada em questões de minutos. Eu mal acreditava no que estava vendo.
Imagem ilustrativa

Graças a Deus eu não estava sozinha e com a ajuda da minha mãe e um amigo, conseguimos salvar tudo. E na hora da limpeza mais vizinhos apareceram para ajudar e tudo logo voltou ao normal.
Alguns moradores não tiveram a mesma sorte e muitos movéis se perderam.
Vou precisar urgentemente fazer uma obra para conter a chuva e já estou rezando para que nos próximos dias São pedro fique bem calminho até poder solucionar o problema.
Estou sem tempo para as visitinhas nos blogs, por causa das encomendas que recebi para o Natal. Assim que der, lerei tudo com calma e com carinho.
Beijo a todas.

21 de dez de 2010

Quanto pesa o sangue - parte II

Nada como o tempo para mudar certas coisas. Ainda me lembro de como estava com o coração pesado ao escrever a postagem Quanto pesa o sangue, que falava sobre a dificuldade que meu marido tinha em aceitar a filha mais velha, fruto de um relacionamento casual.
Eu estava chateada com ele por ter ignorado o aniversário de 15 anos da filha, mas o espírito natalino parece que o tocou, e desta vez, a data não passará em branco. Ele já comprou um netbook para ela e junto com o presente, já disse que enviará um cartão de natal. 
Não sei por que, mas a idéia do cartão me agradou mais do que o presente em si, considerei mais pessoal e significativo. E a idéia foi toda dele, na época por estar muito chateada, eu disse no post que pretendia dar um "puxão de orelhas" nele, mas acabei deixando o assunto quieto, aliás como muitos sugeriram.
Agora estou com meu coração bem levinho, quem sabe 2011 não trará boas surpresas e um lindo reencontro entre pai e filha?
P.S: este ano eu tinha a esperança de ganhar um netbook, mas vou ter que esperar mais um pouquinho!!!Papai Noel foi mais sábio e vai entregar para uma mocinha, muito valente e que merece muito. Como eu sou maiorzinha, o meu virá em qualquer tempo.
Não sei se voltarei a postar até o Natal e por isso já vou desejar FELIZ NATAL a todos os novos amigos que fiz este ano.

16 de dez de 2010

O que vocês acham?

Esta semana, meu marido me convidou para fazer uma visita a tia da ex-esposa. Apesar de separado há mais de 5 anos, ele sempre comenta sobre o afeto que sente por alguns familiares da ex e do desejo em revê-los.
Como eu e a ex dele vivemos uma espécie de guerra fria, não gostamos uma da outra, mas nunca partimos para o enfrentamento direto, eu fico meio receosa de encarar a famíla dela. Já fiz até uma visita a um tio da ex, mas lidar com homem é diferente. Neste aspecto, considero eles muito mais discretos e fáceis de lidar.
 Eu consegui ser eu mesma, sem me preocupar que assim que virasse as costas, ele correria até o telefone e passaria horas discorrendo sobre a minha pessoa.
Tudo bem, eu posso estar pré-julgando, afinal não conheço a senhora em questão, mas que dá um certo medo isso dá. Todo mundo sempre deseja causar boa impressão e  com certeza a ex já falou sobre mim. Resta saber se foi mal, muito mal ou extremamente mal rsrsrsrs.
Coloquei a questão para o meu marido, que me sinto insegura em conhecer a tia da ex, parece até meio nada ver, mas ele faz questão. Ainda bem, ele não é do tipo que faz as coisas escondido ou que saí sem mim.
E como eu menos ainda gosto de ser deixada para traz, vou encarar mais esse desafio.
E vocês, o que acham?
Bom final de semana a todos!!!!!

15 de dez de 2010

Amigas para sempre

Hoje, 15 de dezembro, é o aniversário da minha mais antiga e querida amiga e já se vão mais de 20 anos de estreita convivência. Nossa amizade começou no início da nossa adolescência e sem sofrer nenhuma turbulência nos acompanhou até a fase adulta. 
Nesses 22 anos de amizade ininterruptos, foram muitas risadas, muitas noites sem dormir conversando sobre nosso princípe encantado, diversas idas ao cinema, viagens de carnaval, natal em família, enterros, rompimentos, vitórias e derrotas e  nenhuma fofoca ou intriga. 
E isso por que somos totalmente opostas: ela é baixa e eu sou alta, ela é liberal e eu sou antiquada, ela é desbocada e eu sou educada, ela é moderna e eu sou careta, ela é pés no chão e eu sou sonhadora.
Mas o que prevalece é a amizade, a cumplicidade, o companheirismo e o respeito. Ela é minha outra metade, diferente de mim, mas absurdamente igual. Eu digo que gostaria que ela fosse minha cunhada e ela diz que não precisa por que já sou sua irmã. Acho que não tem nada que eu não saiba sobre ela, ou que ela não saiba sobre mim. Tudo é compartilhado e nós sempre nos bastamos. Somos nós duas e outros. 
 É ela quem dá força para meus projetos mirabolantes e já foram vários, é minha degustadora oficial e minha garota propaganda. E jura que meus doces são melhores que sexo!!!


Não ficamos uma única semana sem nos falar e como nosso destino é permanecer juntas, depois de anos indo até a casa dela para visitá-la, aonde é que fui morar depois de casada? Na mesma rua  que ela, apenas a  duas casas de distancia! E por causa disso, de vez em quando me meto em alguma confusão:  já enviei minhas compras do supermercado para a casa dela e até a fatura do cartão de crédito.
E meu marido a conhece desde pequena e graças a força que ela sempre me deu, hoje em dia estamos juntos e felizes. 
Antes do blog, era ela que me aturava, que me colocava no eixo quando eu pensava em desistir de tudo, que me fazia persistir e dar a volta por cima.
Ela não é blogueira, mas se por acaso ler este post, quero reiterar o imenso carinho que sinto por ela, sei que vamos envelhecer juntas e continuar falando bobagens madrugada a fora ou ficando "altas"com apenas uns goles de vinho. Vamos falar por mais 22 anos sobre tudo e sobre nada e nos entender sem precisar de palavras.

Parabéns, Aninha!!!!
Amigas para sempre é o que iremos ser!

14 de dez de 2010

Ninguém morre me devendo

Peguei essa frase emprestada da minha mãe, que apesar de ser uma ótima pessoa, tem a tedência a guardar mágoas. Se alguém faz algo que a desagrada, lá vem a frase: "niguém morre me devendo". Pois então, apesar de não pensar como ela, achei que a frase viria a calhar.
Este post é a continuação sobre O caloteiro, daí o título de hoje, que a princípio seria "Cobrando a dívida", que foi exatamente o que fiz. No domingo, parti com a cara e com a coragem para a casa do caloteiro e consegui encontrá-lo em casa.
Quem me conhece pessoalmente e quem lê meu blog imaginam que sou uma pessoa calma e controlada e estão com a razão. Mas quando me tiram do sério, aí já era.
Não economizei nos desaforos ao cobrar a dívida e o chamei de mentiroso na lata. E quando ele disse que não tinha o dinheiro naquela hora, eu disse que não iria embora com as mãos abanando. Foi hilário!!!
Fiz cara de brava, eu estava brava mesmo e quanto mais ele agumentava, pior ficava. Até dizer que estava indo trabalhar a pé, ele disse, mas como acreditar em tamanho canalha? E ele pedindo confiança...para eu esperar mais um pouco!!! 
Fiquei firme, me valendo da minha alta estatura rsrsrsrs e a mulher do caro decidiu resolver o impasse: mandou a filha me entragar o dinheiro e eu voltei para casa satisfeita.
Como diria minha mãe: "ninguém morre me devendo!"
E meu marido que não vale um tostão, disse que me arrumará um emprego de como cobrador de agiota!

10 de dez de 2010

O outro

O tema recorrente ultimamente em vários blogs tem sido o cyberbullyng ou bullyng virtual, por conta dos crescentes episódios de pessoas que são "agredidas " com palavras ofensivas nas redes sociais. O bullyng tradicional ou virtual, esta muito centrado entre crianças e jovens e a diversas campanhas veiculadas pelos meios de comunicação com objetivo de coibir esse tipo de prática, que pode gerar vários transtornos para quem sofre o abuso.
Segundo pesquisas, o bulling caracteriza-se pelo desequilíbrio de poder. Aquele que tem mais força física ou psicolígica e um perfil mais agressivo, humilha o mais fraco e realmente tem tudo a ver com a fase mais imatura, em que muitos jovens procuram a auto-afirmação por meio da força física, intimidação ou da chacota.
Contudo, o cyberbullyng não reconhece critérios de idade e pessoas que há muito já saíram da adolescência tem se validade do anonimato, para infernizar a vida de internautas.
Passeando ontem no google, acessei um blog sobre dicas de cabelo, na qual a blogueira postou um vídeo sobre técnincas de escova definita. Haviam vários comentários elogiando, mas o que me chamou a atenção foi uma crítica, que nada tinha a ver com a técnica da cabelereira: a comentarista simplesmente atacava a blogueira por ela ter postado um video no qual aparecia com as axilas sem depilar e dizia que os pelos mais pareciam uma moita.
Confesso que não assisti o video, era um pouco longo e demoraria para carregar. Mas independente se a blogueira estava ou não com as axilas sem depilar, isso não justifica tamanha falta de educação. Os especialistas nomearam este  ato repugnante de bullyng virtual, mas para mim é puro e simples desreipeito. 
É intolerância ao outro. Aos defeitos do outro.As idéias do outro. As preferências do outro. A nacionalida de do outro. A raça do outro. Enfim, em tudo que é diferente no outro.
A consequência de não se respeitar o outro,  é a disseminação da violência, seja verbal, escrita ou física. Ataques em forma de palavras ofensivas que tem o poder de atingir o ser humano como uma flexa envenenada. Com o agravante do poder fulminante da internet, que permite que milhares de pessoas assistam a sua "desgraça".
Ainda não me aconteceu de receber comentários vexatórios, mas isso pode acontecer a qualquer momento. Uma simples palavra escrita errada pode despertar a "xenofobia" de alguém, que se voltará contra a mim com palavras desagradáveis, com o intuito de me expor ao ridículo.
Por que perder tempo com tão pouco? Por que criticar o outro, quando deveríamos ser críticos de nós mesmos?
Acho que o cerne da questão é se colocar no lugar do outro. Quando tomamos esta atitude, de pensar no que o outro sentirá, no que você sentiria se fosse o outro, deixaríamos de cometer muitas injustiças.
É tão simples. É tão fácil. É só se colocar no lugar do outro
E pensando bem, o outro somos nós mesmo. Você é o outro para alguém.

8 de dez de 2010

O caloteiro


Interessante como o medo pode fazer nossos neurônios travarem e a fração de segundos que leva para o "tico e teco" responderem a uma situação, pode ser fatal para o desenrolar de uma história.
Como alguns já sabem, tenho uma pequena lanchonete, batizada por mim de Casa de Lanches Pra vê e Pra comê e ela fica situada no andar térreo da minha casa. Os meu clientes quase sempre são meus vizinhos e conhecidos de ruas próximas e é difícil alguém me ser totalmente estranho.
Semana passada, ainda sob o reflexo da guerra do tráfico no Rio de Janeiro, apesar de não morar na capital e sim na cidade vizinha, confesso que andei com os nervos meio abalados. Todos comentavam que nossa cidade seria rota de fuga dos traficantes e a todo momento helicopteros sobrevoavam o bairro e sirenes de carros de polícia cortavam o silêncio, patrulando a BR 101, que corta o meu bairro e fica bem próxima a minha casa.
Minha mãe me ajuda na Casa de Lanches, mas a parte da noite quase sempre fico sozinha e dias atrás quando já estava prestes a fechar, um cliente adentrou pedindo um lanche. Eu nunca havia visto o sujeito na vida e mesmo assustada com os últimos acontecimentos o atendi cordialmente.
Por dentro estava uma pilha de nervos e eis que entra um outro cliente. Apesar de ser menos de 21h, a rua estava deserta, pois estava começando a chover.forte e eu estava me preparando para fechar. O segundo cliente eu conhecia, ele não era freguês habitual, mas morava nas redondezas. Ele me pediu os lanches "fiado", contando umas histórias sem sentindo e afirmando que pagaria a conta no dia seguinte. 
Foi aí que o "tico" e "teco" falharam e eu agitada com os fatos já narrados a cima, concordei. Mas enquanto eu preparava os lanches, fui me dando conta da besteira que havia feito. Todo comerciante esta sujeito a levar um calote e eu sentia que havia chegado a minha vez. 
Durante o tempo que esperou os pedidos, o cara contou várias histórias e como das outras vezes que havia aparecido, afirmou trabalhar num posto de gasolina que fica próximo a minha casa e que eu poderia ir até lá pegar o dinheiro. 
Naquela noite nem dormi dinheiro, ciente do erro que havia cometido e me sentindo uma idiota. Dá muita raiva ser passada para trás e no dia seguinte fui conferir se minhas suspeitas tinham fundamento: fui no posto de gasolina que ele alegou trabalhar e lá fiquei sabendo que o "cidadão" já havia sido demitido há muito tempo. De lá parti para casa dele e conversei com a esposa sobre o ocorrido. Percebi que ela estava bastante desconfortável equando perguntei aonde ele trabalhava ela desconversou e se comprometeu a pagar a dívida do marido. 
 O que leva uma pessoa a mentir tão descaradamente? O que leva uma pessoa a deixar a família passar constrangimento ao ser cobrado por alguns reais? Fiquei pensando no que a filha pensa do próprio pai, foi ela que veio me atender ao portão.




6 de dez de 2010

Eu não tenho espírito natalino


Em tempos de final de ano em que a maioria das pessoas esta toda animada com as decorações natalinas e aguardando ansiosamente pela noite de natal, confesso a vocês que para mim, o mês de dezembro é tão comum como os demais. Na casa dos meus pais nunca houve tradição natalina e quase sempre eu passava as noites de natal na casa de alguma amiga.
Lembro que meu pai até gostava de ligar o som alto e fazer um churrasco, mas minha mãe sempre foi avessa a festas e como ela era manicure, costumava trabalhar até muito tarde nas datas festivas e não sobrava muita disposição para comemorar.
Outra lembrança é que as vezes minha mãe achava que o ano havia sido tão ruim, que não tinhamos motivos para montar a árvore de natal. Mas no dia 25 de dezembro era tradição almoçarmos na casa da minha avó materna, quando todos os tios e primos compareciam, mas era mais uma obrigação do que uma satisfação. Normalmente aquele era o único contato que eu tinha com meus primos e nunca tivemos muito em comum.
Na casa das minhas amigas eu me sentia muito melhor e minha mãe não se importava que eu fosse, ao contrário do meu pai que não via com muito bons olhos. Mas como era ela que dava a palavra final...
Assim, o natal para mim nunca teve grandes significados e mais dois fatos se encarregaram de selputa-lo de vez: depois de mais de 20 anos de casados, meu pai chegou para mim num dia 24 de dezembro, dizendo que iria embora de casa pois havia encontrado outra mulher e que ela tinha uma família maravilhosa. Ele pegou as coisas dele e me encarregou de dar a notícia para minha mãe. Bem no dia de Natal!!!
Meu marido também é avesso a qualquer tipo de comemoração, o que ajudou ainda mais a matar o espírito natalino em mim. No nosso primeiro ano de casado, convidei meu irmão, a esposa, uma tia e o marido para virem passar o natal conosco. Meu marido passou o dia trabalhando e como já estava virado do outro serviço, dormiu assim que chegou.
Conclusão: eu tive que providenciar tudo sozinha e fiquei sem marido na noite de natal. Depois que meu pai faleceu, minha mãe tomou mais gosto pelo natal e como meu irmão também gosta e faz questão, fazemos uma pequena comemoração na casa dele. Na minha nunca mais! Meu marido e eu vamos apenas para cumprir o ritual, quando ele não esta trabalhando e logo depois da meia noite voltamos para casa.
O ano novo também segui a mesma regra e no último passei sozinha. Como meu marido iria trabalhar na noite do dia 31 de dezembro, comprei um livro e fiquei na cama ouvindo os fogos.
Parece meio estranho prefirir a solidão enquanto todos estão comemorando e confraternizando, mas vai entender certas coisas...







2 de dez de 2010

Por onde anda o Tonto?

Recentemente, um rapaz criou um blog intitulado Diário de um tonto e fez a alegria da mulherada com seu jeito tímido e romântico. Ele se descrevia da seguinte forma:
"Sou aquele cara comum que você pode ver por ai em qualquer lugar todos os dias. Sou o vizinho de apartamento que nunca vai as reuniões de condomínio, sou o filho que visita os pais uma vez por semana, sou o cara que deixa você atravessar a rua fora da faixa, Sou o cara que tá no pub jogando sinuca e tomando cerveja toda quinta. Sou aquele cara que você nem repara, mas eu to sempre ali, observando... e vivendo!"
O rapaz é solteiro, mora sozinho e esta completamente apaixonado por um colega de trabalho, chamada por ele de princesa. Ele se dizia um rapaz muito tímido e comum, sem grandes chances de ver retribuída  sua paixão.
E como político honesto e homem sensível esta cada vez mais raro,  Heitor, o Tonto, logo conquistou a simpátia de nós mulheres, que passamos a incentivá-lo a se declarar para a amada.
As suas seguidoras passaram a lhe dar dicas de como se comportar e  melhorar as chances de ser notado pela princesa. Ele alcançou progressos rapidamente e todos os dias nos brindava com posts recheados de emoção e pequenas vitórias. 
Para mulheres românicas, era uma delícia se deparar com um cara romântico, sensível, apaixonado e interessado no universo feminino. Mas até aonde começa a realidade e termina a ficção? Confesso que tenho minhas dúvidas sobre a veracidade da história e desde o seu último post, levantei a questão e ele nunca mais deu o ar da graça.
Não sei se foi concidência ou se sentiu desmascarado. Já são mais de 2 semanas sem um único post e suas seguidoras, que esperavam diarimente notíticias sobre um romance de conto de fadas, suspiram de tristeza.
Afinal, por onde anda o Tonto? Conseguiu engatar o romance e não precisa mais de nós? Foi desprezado pela princesa e se recolheu num convento? Esta seriamente enfermo? Viajou as pressas a negócio? Ganhou na mega-sena?