31 de ago de 2011

Aceito sugestão para montar cardápio

Talvez quem lê este blog com frequência vá me achar um tanto louca ou inconstante com o post de hoje e podem até ter razão rsrs. Vire e mexe estou eu a me lamuriar do meu trabalho e "das forças negativas que o regem" e quando tudo parece perdido, eis que novas forças me impulsionam.
Isto é culpa da minha mãe, que se recusa a deixar os inimigos prevalecerem (palavras dela) e mantém meu anjo da guarda fazendo hora extra sem descanso (só vocês conhecendo minha mãe para terem a noção exata do que estou falando).
Diante de tanta devoção, não me restou muita opção a não ser capitular. E quando isto acontece, lá vem uma nova idéia e com apoio dos meu dois fiéis escudeiros, mãe e marido, que por serem mais velhos, deveriam ter mais juízo... rsrs
Semana passada me virei para minha mãe e disse: - já pensou na idéia de servimos comidas?
Foi o bastante para mobilizar os dois, sendo que ela não cozinha nada, desde pequena eu sempre fui a chef da família.
Idéia para o banner
Pronto!!! Em que fui me meter! Basta dar a idéia para os dois saírem investindo. Já faz noites que não durmo preocupada com a responsabilidade, mas confesso que estou empolgada. Não será nada  cinco estrelas e como nas redondezas não tem nenhum self service, optamos por oferecer este serviço (na verdade uma espécie de pensão melhorada) rs.
Compramos uma balcão com espaço para 8 pratos quentes e 4 frios e conto com vocês para me ajudarem a montar um cardápio gostoso, econômico e prático
Vãobora me ajudar!?

27 de ago de 2011

Existe felicidade completa?

Felicidade é um conceito abstrato, mas para a maioria das pessoas esta relacionada ao sucesso e mensurada pela esfera financeira e amorosa. 
Se você é uma pessoa bem-sucedida financeiramente e de quebra ainda tem um relacionamento amoroso maravilhoso ou vice-versa, pode crer que será considerado por muitos como alguém completamente feliz. Sei que felicidade é muito mais abrangente do que isto, mas no mundo materialista em que vivemos, não há como negar que a busca por melhores oportunidades esta no topo da lista de prioridades da maioria do mortais.

E encontrar a cara-metade deve estar no segundo lugar da lista. Hoje estava conversando com minha melhor amiga, que é bonita, inteligente e esta se tornando bem-sucedida. Ela começou como recepcionista de uma Universidade privada e em poucos anos já alcançou um posto bastante significativo.

Em contrapartida ao sucesso profissional, sua vida amorosa é um caos. Já teve alguns relacionamentos sérios com homens que pintaram e bordaram com ela e nos últimos anos não conseguiu emplacar nenhum romance. Restou bancar a "moderna" e fazer uns free-lances  com homens já comprometidos, com muita disposição para o sexo casual e pouco interessados em envolvimentos.
Na nossa conversa ela contou sobre a sua última decepção, um cara que ela admirava faz tempo e quando finalmente marcaram um encontro, ela descobriu que seria apenas mais uma na vida dele, entre outras coisinhas. OU seja, ela é clássica mulher que tem dedo podre para homem. A esperança de finalmente ter encontrado um homem para chamar de seu foi para a vala.
Já a minha situação é inversamente proporcional. Se por um lado ainda não sou bem-sucedida profissionalmente, não posso me queixar da vida amorosa. Tive poucos namorados e bem menos ainda decepções amorosas. E depois de alguns altos e baixos conquistei um nível  de excelência no meu relacionamento.
E isto me fez refletir. Existe felicidade completa, se formos utilizar como parâmetros, sucesso profissional e amoroso?
Grande parte das pessoas que eu conheço são de baixo nível sócio-econômico e seus relacionamentos são igualmente "pobres". 
Estou tentando me esforçar para ver se consigo lembrar de alguém "completamente feliz", (seguindo o critério profissional e de relacionamento) mas estou tendo dificuldades. Vocês podem me ajudar?

23 de ago de 2011

Me segue também


Hoje vou ser cara de pau e ao invés de queimar minha mufá pensando num texto legal, vou usar o crtl c/ crtl v, tão adorado e odiado pelos blogueiro e repassar o divertido texto escrito pela Dama, a minha alter ego rsrsrs. 

Top comentarista...

Alguém passa no seu blog e deixa esse comentário:

"Olá! Adorei seu blog, muito criativo! Também tenho um blog e gostaria que vc desse uma olhada. O endereço é: www.blablabla.semnoção.com/ Passe por lá!"


Se você quer que a pessoa morra, digite 1.

Se você é indiferente , digite 2.

Se você sente vontade de xingar de volta, digite 3.

Se você gosta desse tipo de comentário, digite 4.

Digite 5 para nenhuma das respostas acima.

Eu digito 2!
 
Eu fico entre o 2 e 3, mas como não ainda não consegui abandonar completamente  meus bons modos,  de vez em quando ainda dou um confere no blog do sem noção e agradeço pela visita. 
Confesso que tenho algumas neuras em seguir blogs, pois para mim este ato sugere compromisso. Prefiro seguir poucos e bons blogs e interagir com todos eles.

18 de ago de 2011

Trabalho espiritual

Eu sou filha, neta e nora de umbantistas. A mãe do meu marido era mãe de santo e minha avó e minha mãe sempre frequentaram Centro Espírita. Enquanto eu não me "mandava", acompanhava minha mãe nas sessões e enquanto ela estava desenvolvendo no terreiro, eu me divertia a valer, brincando no pátio.
Este mundo nunca me interessou. Assim que tive idade suficiente para ficar sozinha em casa, deixei de acompanhar minha mãe no Centro, mas vez ou outra ela me "obrigava" a tomar um passe ou uns banhos para tirar o mal olhado.
Atualmente o mais perto que chego do Centro que ela frequenta é na porta, de dentro do carro, enquanto espero a sessão terminar, para levá-la para casa.
Como eu já disse outras vezes, eu não tenho religião e nem nos momentos difícies, costumo apelar para banhos, rezas e orações, ao contrário da minha mãe. Hoje vou escrever basicamente sobre ela e suas crenças. 
Apesar de a trancos e barrancos, continuo tocando a Casa de Lanches, que deixou de ser um sonho e se transformou num pesadelo. Os clientes debandaram e é aí que entra a minha mãe e suas crenças. Para ela, o sumiço dos clientes se deve a um único fato: inveja. Nem eu consigo negar este fato, o meio que eu vivo são de pessoas medíocres.
E por conta desta certeza, enquanto eu me desinteressei pelos negócios e procuro novos caminhos, ela se nega a aceitar a derrota e procura no espiritismo a salvação da lauvora. Semana passada ela comprou vários ítens e levou para a antiga mãe de santo da minha falecida avó. Hoje ela me disse que os produtos eram para oferecer ao meu anjo da guarda.
Minha mãe é do tipo que alterna umbanda com catolicismo e com a mesma frequencia que desenvolve num terreiro, ouve Padre Marcelo Rossi e frequenta a missa, além de já ter lido o livro Ágape de trás para frente e vice-versa. A mulher tem mais fé no dedinho mindinho que eu no corpo todo.
Enquanto ela se agarra na fé que os inimigos não nos derrotaram, eu me agarro em novas oportunidades que possam surgir e esta virando o duelo do século: Espiritualidade X pragmatismo
Só que tanta praticidade foi posta em cheque nesses últimos dias. Depois do "trabalho espíritual" e da reza incessante, não é que eu, cética de carteirinha, estou me sentindo mais animada? E clientes que estavam sumidos a tempos, estão reaparecendo?
Confesso que não sou de pedir nada a Deus. Não por não  acreditar, só não me sinto bem em pedir. Não sou boa em pedir as coisas, nem mesmo para Deus. 
E esse lance de trabalho espíritual, será que funciona? Ou será tudo merá concidência... Não sei a resposta, mas não há como negar as mudanças.

15 de ago de 2011

Traição

Dia desses uma conhecida perguntou se eu considerava traição o marido visitar sites de pornografia. Não, eu não acho. Meu marido já foi assíduo frequentador desses sites e consome todo tipo de material deste segmento. Adora uma mulher pelada em poses duvidosas e estranhamente isto não me incomoda.
Acho que é por que ele faz as coisas as claras, ao contrário do marido da minha conhecida e quando eu me aproximo não fecha a página as pressas, como se tivesse cometendo um crime horrível. Ou então é por que ele acha que sou um dos seus amigos e não se incomoda em partilhar comigo suas "descobertas". Ou então eu estou moderninha demais...

Traição para mim tem mais a ver com quebra de confiança e não em folhear e babar em cima das páginas de uma revista. Consigo separar perfeitamente as coisas e não me sinto agredida por este fetiche masculino.
Ciúme e desconfiança praticamente não faz parte do meu relacionamento e costumo lidar com essas questão com muito bom humor. Com um marido que tem uma ex-esposa pegajosa, engravidou uma vizinha que mora em frente a nossa casa e tem um  emprego que muitos consideram sedutor, aja bom humor, que aliás eu tenho de sobra.
Para aqueles que ficaram preocupados em saber que meu marido engravidou a vizinha, isso já faz 15 anos e eu nem sonhava estar na vida dele!!! Acho que já disse isto antes...Voltando a questão da traição, eu sempre brinco que ele pode olhar, mas não pode tocar. 
Quando a farda dele descostura, mesmo que ele já esteja todo arrumado para sair, um mando tirar e costuro, se não, vai que alguma moça "bem intencionada" pede para fazer o serviço? E muitas vezes o conserto é no fecho rsrsrs.
Mesmo a ex-esposa sendo um chiclete, eu não discuto com ele e brinco: quem mandou ser gostoso? Agora aguenta!
O trabalho dele já nos mantém afastado, então quando estamos juntos fazemos de tudo para ser só alegria. Não perco meu tempo procurando chifres em cabeça de cavalo, por que ele passa as noites trabalhando. Nem fico ligando o tempo todo, procurando algum vestígio de traição. Não revisto roupas, nem carteira e muito menos o celular quando ele chega em casa.
E é claro que isto é mais pela segurança que ele passa do que por conta da minha discrição. Tudo bem que eu não sou uma mulher possessiva obsessiva paranóica e o comportamento dele é fundamental para que eu consiga ter clareza e durma tranquilamente todas as noites.
E vocês, como lidam com essas questões?

9 de ago de 2011

Uma questão delicada

Dias desses fui surpreendida por uma situação bastante delicada. Recebi o  convite para ser madrinha de uma criança e não fiquei empolgada com o fato. E agora, como resolver a questão? A mãe chega para você toda feliz e contente e diz que tem algo para lhe falar. Quando soube do que se trata, ao invés de se sentir honrada, o seu único sentimento foi o de pânico.

A primeira vez que fui convidada para ser madrinha eu tinha uns 10 anos e na segunda uns 12. Jovem demais para o tamanho da responsabilidade. Desse tempo para cá, pouco contato tive com meus afilhados, o que me fez jurar jamais aceitar um novo convite. Já relatei aqui a dificuldade que tenho com algumas responsabilidades e o meu obscuro lado egoísta.
A mãe da criança em questão é minha vizinha e cliente e com apenas 21 anos, já tem 3 filhos. A vida familiar é um caos e eu me apavorei em pensar em tomar parte dela. E além disso, falta o essencial entre nós, pelo menos da minha parte: não sinto nenhum envolvimento emocional. Ela é apenas mais uma cliente e é desta forma que pretendo que as coisas continuem.
E daquelas que tem o hábito de pedir as coisa emprestado, desde  dinheiro até o celular, passando pela prancha de cabelo. E tudo isso, sem ter nenhum vínculo afetivo... Imaginem como comadres!!!
Eu sei, eu sei, estou parecendo chata e egoísta, mas as vezes não dá para ser diferente. Prefiro perder a "amizade" agora, mas manter a paz de espírito. Sei que não vou corresponder as expectativas que ela  depositará em mim e da forma mais gentil que consegui, declinei o convite.

 

8 de ago de 2011

Ficamos mais velhos

Ontem, 7 de agosto eu e meu marido fizemos aniversário, 35 e 45 anos respectivamente. Este ano optei por não apagar as velinhas e deve ter sido a primeira vez em todos os meus anos de vida. Eu simplesmente adoro bolo, simples ou com recheio, tanto faz. 
A decisão de não ter bolo não foi por algum motivo especial, eu só não estava afim. Como sou eu mesma que faço, prefiri aproveitar o tempo de outra forma e o dia não deixou de ser especial.
Apesar de não ser mais a ultra mega romântica  de outrora, fazer aniversário no mesmo dia que o meu querido marido tem um sabor especial e reforça nossos laços. Quando as coisas ficam feias, eu sempre posso apelar para o sentimentalismo: " nosso amor estava escrito", " nascemos para ficar juntos" rsrsrs.
Falando sério, eu acredito mesmo nisso e espero que possamos comemorar mais 50 anos juntos e que o dia 7 continue sendo o nosso número da perfeição.
A noite fomos arriscar uns passinhos de forró no Centro de Tradições Nordestinas, em São Cristovão e pela primeira vez vi meu marido bebâdo. Hilário! E preocupante! Como um homem de 90 Kilos pode ser fraquinho para bebida!? Cinco cervejinhas e ficou na mão do palhaço rsrsrs.
Ainda bem que eu não abri mão da boa e velha Coca-Cola...
Para finalizar, acredito que os anos decorridos tenham sido generosos comigo, me sinto melhor aos 35 do que aos vinte, tanto de corpo como de mente. Na verdade acho que é mais de mente do que de corpo, mas deixa pra lá rsrsrs


2 de ago de 2011

Mentem que nem sentem

É claro que de perto ninguém é normal e na minha recente jornada como comerciante, pude constatar esta teoria. Convivendo mais intimamente com alguns vizinhos um fato curioso me chamou a atenção: como eles mentem.

É interessante como algumas pessoas recriam uma outra realidade e sem pudor algum, assumem quase uma nova identidade. Elas olham nos seus olhos e dizem as mentiras mais deslavadas, ou então as verdades mais inverossímes. 
Tipo: homem feio que só pega mulher bonita. Linda. Maravilhosa. Daquelas que deixam todos os seus amigos com inveja. E segundo ele, não precisa nem se esforçar, é só o garanhão chegar que elas caem matando. Tá bom que eu acredito.
Além de garanhão, ele se considera um homem bem sucedido e mesmo sem emprego há anos, jura que é empresário. Eu até poderia acreditar, se não fosse as continhas, que ele teima em pendurar.
O que leva uma pessoa a pegar um carro emprestado e desfilar como se fosse seu? Ou inventar almoços de negócios em restaurantes badalados? Viagens maravilhosas? Empregos e profissões que não existem? Salários fictícios!?
Eu ouço as histórias e sei que não passam de fantasias, afinal, convivo que estas pessoas há anos, mas como diria minha mãe, eles são tão doentes do  "esprito" e da alma, que passaram a acreditar nas próprias mentiras.
E uma mentira encobre a outra, quando o carrão desaparece, até que possa substituí-lo por outro.
Acho essa forma de encarar a vida digna de pena. Criam um mundo de mentirinha,em que cada delírio é uma bolinha de sabão, que estorarão ao mais leve toque.
Talvez eles achem que estão fazendo os outros de bobos, quando eles é que o são.  Mas acredito mais que procuram uma fuga da realidade, vivendo uma vida que gostariam, mas que não lhe pertence.