É claro que de perto ninguém é normal e na minha recente jornada como comerciante, pude constatar esta teoria. Convivendo mais intimamente com alguns vizinhos um fato curioso me chamou a atenção: como eles mentem.
É interessante como algumas pessoas recriam uma outra realidade e sem pudor algum, assumem quase uma nova identidade. Elas olham nos seus olhos e dizem as mentiras mais deslavadas, ou então as verdades mais inverossímes.
Tipo: homem feio que só pega mulher bonita. Linda. Maravilhosa. Daquelas que deixam todos os seus amigos com inveja. E segundo ele, não precisa nem se esforçar, é só o garanhão chegar que elas caem matando. Tá bom que eu acredito.
Além de garanhão, ele se considera um homem bem sucedido e mesmo sem emprego há anos, jura que é empresário. Eu até poderia acreditar, se não fosse as continhas, que ele teima em pendurar.
O que leva uma pessoa a pegar um carro emprestado e desfilar como se fosse seu? Ou inventar almoços de negócios em restaurantes badalados? Viagens maravilhosas? Empregos e profissões que não existem? Salários fictícios!?
Eu ouço as histórias e sei que não passam de fantasias, afinal, convivo que estas pessoas há anos, mas como diria minha mãe, eles são tão doentes do "esprito" e da alma, que passaram a acreditar nas próprias mentiras.
E uma mentira encobre a outra, quando o carrão desaparece, até que possa substituí-lo por outro.
Acho essa forma de encarar a vida digna de pena. Criam um mundo de mentirinha,em que cada delírio é uma bolinha de sabão, que estorarão ao mais leve toque.
Talvez eles achem que estão fazendo os outros de bobos, quando eles é que o são. Mas acredito mais que procuram uma fuga da realidade, vivendo uma vida que gostariam, mas que não lhe pertence.
Talvez eles achem que estão fazendo os outros de bobos, quando eles é que o são. Mas acredito mais que procuram uma fuga da realidade, vivendo uma vida que gostariam, mas que não lhe pertence.
