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9 de ago. de 2011

Uma questão delicada

Dias desses fui surpreendida por uma situação bastante delicada. Recebi o  convite para ser madrinha de uma criança e não fiquei empolgada com o fato. E agora, como resolver a questão? A mãe chega para você toda feliz e contente e diz que tem algo para lhe falar. Quando soube do que se trata, ao invés de se sentir honrada, o seu único sentimento foi o de pânico.

A primeira vez que fui convidada para ser madrinha eu tinha uns 10 anos e na segunda uns 12. Jovem demais para o tamanho da responsabilidade. Desse tempo para cá, pouco contato tive com meus afilhados, o que me fez jurar jamais aceitar um novo convite. Já relatei aqui a dificuldade que tenho com algumas responsabilidades e o meu obscuro lado egoísta.
A mãe da criança em questão é minha vizinha e cliente e com apenas 21 anos, já tem 3 filhos. A vida familiar é um caos e eu me apavorei em pensar em tomar parte dela. E além disso, falta o essencial entre nós, pelo menos da minha parte: não sinto nenhum envolvimento emocional. Ela é apenas mais uma cliente e é desta forma que pretendo que as coisas continuem.
E daquelas que tem o hábito de pedir as coisa emprestado, desde  dinheiro até o celular, passando pela prancha de cabelo. E tudo isso, sem ter nenhum vínculo afetivo... Imaginem como comadres!!!
Eu sei, eu sei, estou parecendo chata e egoísta, mas as vezes não dá para ser diferente. Prefiro perder a "amizade" agora, mas manter a paz de espírito. Sei que não vou corresponder as expectativas que ela  depositará em mim e da forma mais gentil que consegui, declinei o convite.