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13 de set. de 2010

As mulheres são mais rabugentas que os homens

Durante os primeiros anos da vida a dois, passei por bastante atribulações e tive bastante dificuldades em amadurecer, necessitava de atenção constante do meu marido, algo que ele não podia e ainda não pode me dar. Pelo menos não dá forma que eu gostaria. Ele ao contrário, já não me exigia nada, apenas PAZ. Cansado da rotina extenuante, ele só queria chegar em casa e me encontrar alegre e contente, sem cobranças irritantes. É claro que por mais que me esforçasse eu nem sempre conseguia corresponder e vire e mexe ficava amuada, fazendo com que ele se sentisse o pior dos maridos. Aquele que ficava pouco em casa, quase não me levava para sair e nunca tinha tempo para ajudar nas tarefas domésticas.
As coisas chegarem num ponto tão crítico, que ele chegou a falar em separação algumas vezes. Graças a Deus esse período de trevas passou, eu cresci bastante emocionalmente e um grande aliado foi um livrinho que sempre cito "Por que os homens mentem e as mulheres choram", que a partir de hoje vou dividir alguns fragmentos com vocês. Ele chegou na minha vida no momento certo e espero que possa trazer luz para quem precisa, no difícil universo homem/mulher.

Capítulo 1 - A rabugice

Em sua grande maioria, claro, as mulheres não se consideram rabugentas. Elas acham que se limitam a lembrar aos seus homens as coisas que eles esquecem: cumprir sua parte nas tarefas domésticas, tomar os remédios, não abusar da bebida, avisar quando for se atrasar, consertar o que estiver quebrado, tirar a roupa suja e toalhas molhadas do chão.
As mulheres também acham que reclamar mostra o quanto elas se preocupam com eles, mas os homens raramente vêem da mesma forma.
Quanto mais a mulher reclama, mais isolada fica.

A mulher possui uma estrutura cerebral que lhe permite superar qualquer homem em termos de falação e rabugice. Exames de ressonância magnética de 50 homens e 50 mulheres mostram que as áreas do cérebro usadas para funções da fala e da linguagem são muito maiores nas mulheres, o que explicita sua capacidade de falar muito maior que dos homens. Não é por outra razão que as mulheres acham que os homens falam pouco e os homens acham que as mulheres falam muito.
A mulher tem uma organização mental que chamamos de trilhas múltiplas- ela é uma malabarista capaz de manter no ar quatro ou cinco bolinhas ao mesmo tempo. Consegue rodar um programa de computador enquanto fala ao telefone, ouve uma segunda conversa com os companheiros de mesa, usa cinco tons de voz para mudar de assunto e enfatizar questões e assim por diante.
Já a organização mental masculina contém uma única trilha. Ele só consegue se concentrar numa coisa de cada vez. Quando abre um mapa ele desliga o rádio. Se a mulher fala quando chega num trevo da estrada, ele erra o caminho. Quando o telefone toca, ele pede silêncio para todo mundo calar a boca.
Para os autores o excesso de reclamação nunca dá certo e o principal equívoco da rabugice é a forma de abordar o problema, colocando o homem na defensiva e bloqueando a absorção da mensagem. EX: Você nunca leva o lixo para fora, você se recusa a recolher suas roupas...seus pedidos são choramingos da culpa que ela quer impor a vítima. Este tipo de mensagem não funciona no cérebro masculino, que só consegue captar a mensagem parcial. Além de ineficaz, na obtenção de objetivos a rabugice se torna um hábito destrutivo que produz enorme estresse, desarmonia, ressentimento e raiva.
No póximo post, abordarei como os autores sugerem evitar a rabugice e garantir a atenção dos homens para determinados assuntos.
Fonte: Pease, Allan e Barbara: Por que os homens mentes e as mulheres choram? Rio de Janeiro: Sextante, 2003