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7 de out. de 2010

Histórias de vida - adoção

Olá meninas, ontem eu fui comprar peixe para o almoço e acabei realizando um sonho e ao mesmo tempo conhecendo uma história de vida linda. Na postagem de 1 ano da casa de lanches, comentei que meu próximo passo seria vender sorvete self-service e graças a idá a peixaria, vou realizar meu desejo mais rápido do que poderia imaginar. Como assim!? Quando inaugurei a Casa, a grana era super curta e eu comprei várias coisas de segunda mão e me dei mal. Só para terem uma idéia, o frezzer capenga que adquiri, além de gelar pouco, consumia muuuuuuuuuuita energia. Assim, para evitar prejuízos, acabei decretando a sua aposentadoria e parei de vender pícole.
Com a proximidade do verão, precisava urgentemente resolver o problema e eis que o dono da peixaria tinha um frezzer do jeitinho que eu queria para vender e conseguimos fechar negócio. Ele me cobrou R$ 1,000.00 e aceitou parcelar em 3 vezes, se fosse comprar na loja,  seria uns de R$ 2,500.00 e como dei o meu caidinho para ele, o frezzer saiu por R$ 800,00. Amanhã mesmo já vou inaugurá-lo, depois posto a foto da belezinha!!!
Durante a tensa negociação, acabei sabendo mais da vida do peixeiro e me emocionei com os fatos narrados. Ele contou que tinha uma única filha de quase três anos, que havia sido casado por 10 anos, mais a menina era do segundo casamento e adotada.
Segundo ele, uma vez sua irmã, que é agente de saúde, ligou perguntando se eles queriam adotar uma criança e eles prontamente aceitaram. A mãe da minha estava grávida pela terceira vez e não queria a criança de forma alguma.
Ele e a esposa acompanharam a gravidez de perto, preparam o quartinho de rosa e foram para a maternidade receber a criança. Para ele este foi o pior momento, separar mãe e filha e passados alguns anos ele ainda sofria com esta cena. Depois de levada a menina para casa, a mãe se arrependeu e quis a criança de volta. 
Ele achou que ela tinha todo o direito e pediu para a esposa devolver. Assim fizeram e tempos depois viajaram durante 45 dias e quando retornaram lá estava a mãe querendo devolver para eles a criança novamente. Eles aceitaram e tempos depois a mãe se achou no direito de reaver a menina.
 Neste momento, o proceso de guarda já corria na justiça e o juiz foi taxativo: criança não é joguete e decretou a guarda para os pais adotivos.
O dono da peixaria me contou esta história com os olhos brilhando, feliz da vida em ter sua pequena filha junto de si. E já faz planos para adotar novas crianças, pois segundo ele, nunca se viu pai biológico, mas em sonhos, sempre se via adotando uma criança, do jeitinho que aconteceu.
Foi lindo ouvir aquele homem já gasto pela vida, apesar de ter ainda 45 anos, demonstrar tanta docura por amor à uma criança. E abençoada é esta pequena, que encontrou pais genenrosos e que a querem verdadeiramente.
Como a segunda esposa já tinha dois filhos, agora ele é um orgulhoso pai adotivo de três crianças.