2 de fev de 2011

A vizinha


Eu tenho uma vizinha que tem como profissão ser fiscal da natureza. Ela passa os dias sentada no portão, apreciando a bela paisagem que nos cerca e brincando com sua cachorrinha. São horas intermináveis sentada no portão, ruminando profundos pensamentos e é claro que eu não tenho nada a ver com a isso.
Não é da minha conta se ela já tem quase 30 anos, seja casada e tenha uma filha e mesmo assim pareça estar esperando que o mundo acabe em barranco para morrer encostada. 

Mesmo não tendo nada a ver com a vida alheia, já faz um bom tempo que ando incomodada com a tal vizinha. Para os que não sabem, eu tenho duas enteadas, uma com 15 anos e a outra com 6 anos. A mais nova esta sempre na minha casa e a minha vizinha tem uma filha da mesma idade da minha enteada, que são amiguinhas e brincam juntas.
Até aí tudo bem, é ótimo que minha enteada tenha outra criança da idade dela para brincar e para bagunçar, mas eu acho que isso não dá o direito a mãe dela de querer me explorar. 
Eu posso estar sendo muito rigorosa, implicante ou chata, mas acredito em limites e em bom-senso. Deixar uma criança brincar na casa da outra  - o dia inteiro - e esquecer que tem filho, realmente me incomoda demais.
Enquanto a vizinha passa o dia sentada no portão, eu passo o dia ralando muito. Se é a minha enteada que vai brincar na casa da amiguinha, eu me preocupo se ela não esta dando trabalho, vou checar de vez em quando se esta tudo bem, chamo para as refeições e para dormir.
Como a vizinha nem comida gosta de fazer, deve achar que é minha obrigação alimentar sua filha. Ledo engano: não tenho o menor constrangimento de quando chega o horário do almoço, interromper a brincadeira e mandar a menina para a casa. Se você tem um filho, é sua obrigação zelar por ele e que mulher não gosta de ver sua filha limpa, arrumada e cheirosa? Ainda mais quando se tem tempo de sobra para isso?
É por isso que fico indignada e me recuso a ser o barranco para a vizinha se encostar.Tudo bem em oferecer um lanche, mas detesto me sentir usada. Como a maioria das mulheres, eu faço mil coisas ao mesmo tempo para dar conta do meu trabalho, da casa minha e da minha família. 
Como diria meu marido toscamente: "cada cão que lamba sua caceta."

19 comentários:

  1. Eita "nóis" paulinha, rs. Sua vizinha deve ter algum problema né... Sei lá... Mas tbem não é problema seu né. O jeito é vc impor limites ;)
    Só tenho pena da coitadinha da filha dela... Imagino como deve ser o tratamento que (não) recebe...
    Beijos querida, fique com Deus =*

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  2. Oi Paula
    Tbm concordo contigo, não é sua obrigação estar fazendo as coisas para a filha da vizinha =)
    No seu lugar eu tbm ficaria indignada...
    Bjokas

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  3. Oi Paula sei bem como é isso, tenho uma vizinha parecida empurra a filha para qualquer casa quando a babá não esta.
    Andou ficando muito por aqui mas cortei as azinhas logo, não tenho obrigações com filhos dos outros só com os meus.
    bjus

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  4. hahahahaahahaha adorei. E o comentário do seu marido é muito bom! Acho que vc está certíssima, cada um que carregue a sua cruz. E o melhor é vc ter coragem de tomar as atitudes corretas quanto a isso. Falta um pouco de iniciativa das pessoas quanto a isso. Sinceridade e justiça sempre! Beijos!

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  5. Oi Paulinha,

    Existem pessoas e pessoas.
    O mundo é assim e isso nunca vai mudar.
    Tem mãe sensata que regula horários e se preocupa se o filho está ou não incomodando; tem mães que sufocam e nunca deixam seu filho brincar na casa de ninguém; e tem mães que não estão nem aí.

    Acabei de me lembrar de uma vez que recebi uma colega com duas filhas de 4 anos. As meninas começaram a pular no meu sofá e a dita cuja não falava NADA pra elas!!!! Que raiva!!!! Como pode né???

    Aí eu pensava: Essa mãe é uma banana!!!

    É isso aí amiga.
    Nesse mundo tem gente de tudo quanto é tipo.
    Se te incomodar muito, se afaste!

    Um beijo amiga e obrigada pelas lindas palavras lá no blog!!!

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  6. Carinho, amor e dedicação é como presente: cada um dá até o limite do que tenha para dar!

    Essa mãe está dando o que tem para dar. Azar da menina.

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  7. Paula, isso é tão comum...tb tenho enteado e que mora comigo...a folgada aqui é a mãe dele, não a vizinha. você acredita que o menino vai passar o final de semana na casa da mãe e trás as roupas tudo sujas (sujas não, podress) amarradas num saco plástico? que espécie de mãe não lava nem as roupas do filho? isso é que é ser folgada. Sua vizinha é o tipo de pessoa que eu não suporto: as que vivem escoradas nos outros...aff beijos, linda!

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  8. Paulinha, esse povo não se emenda ne?
    Acho bacana essa relação que vc tem com sua enteada.
    Eu no seu lugar tb ficaria incomodada com tamanha folga.
    Obrigada pelo seu carinho lá no blog.
    Beijos.

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  9. Paulinha tenho uma filha de 8 anos que adora ir brincar na casa do vizinho e que adora receber as amiguinhas em casa também.
    Quando ela está na casa da vizinha e chega a hora da comida, sempre ligo antes e pergunto se posso levar o pratinho de comida dela(que a essas alturas já está pronto), como meu baby é uma chatisse para comer aproveito a situação, levo o prato de comida lá e elas acabam comendo melhor, pois estão juntas ou chamo as duas para comer em casa, mas sempre cuido da comidinha dela.
    Antes da Daphyne nascer fui explorada uma vez, e ainda ouvi sem querer os comentários, me usaram pois sabia o quanto gostava de brincar com crianças...não quero que ninguém se sinta assim em relação à minha filha.
    Beijinhos

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  10. Pobre menininha! É Paula... não é refresco não garota!
    beijocas,
    Mari

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  11. Oi Paula, gostei da ideia.
    Vou fazer isso. Vou dar um pulo amanhã na cidade na hora do almoço.
    Tenho certeza que vou conseguir alguma coisa legal.
    Brigadão!

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  12. Paula, já passei por isso, é chato a beça! Mas temos que impor limites, pelo menos em nossa casa.
    Adorei a frase do maridão!
    bjs
    JUssara

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  13. Oi Paula!

    Olha só: concordo em gênero, número e grau com você, como diria minha mãe. Concordo plenamente! É muita folga, vamos combinar? Tem limites, né?
    Você faz muito bem em interromper e despachar a criança. Quando a minha filha vai na casa de alguém eu também sou assim, fico super-preocupada em não dar trabalho, essas coisas todas. Mas tem gente que nasceu sem desconfiômetro.

    Beijos

    Carla

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  14. Oi de novo, tem selinho pra vc la no blog.
    bjus

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  15. Acho que tudo é uma questão de bom senso e de equilíbrio. Ela vir brincar algumas horas e, EVENTUALMENTE, comer na sua casa é uma coisa diferente, até desejável se não for diário, mas confundi-la com escolinha e restaurante já é abuso. Para não magoar as crianças, que são sempre as maiores prejudicadas, acho que você deveria conversar com ela e ver no que dá.
    Boa sorte!
    Adri

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  16. Tive de passar de novo para dizer que fiquei muuuuito feliz que pude lhe incentivar a continuar expressando o seu maravilhoso talento de escrever!!!
    Beijocas

    Adri

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  17. Olá,Muito legal essa ligação que você tem com sua enteada!! Sobre a vizinha, concordo com você...aff!!

    Tenha um Lindo Fim de Semana!!
    Muita LUZ!!!

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  18. Amiga!
    Cadê o dossiê? Eu ia divulgar no blog (desisti de divulgar e agradecer através do vídeo, tá tudo uma bagunça aqui), mas vi que não está aqui, será que eu não vi? rsrs
    Na verdade eu queria divulgar em formato video, mas fui deixando para quando tivesse mais tempo porque queria editar e tudo mais, mais acabou não rolando e o tempo passou... snif....

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  19. Paula que absurdo isso da sua vizinha, hein? Você está certíssima de não entrar nessa dança. Tem gente que abusa, mesmo!

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